¾ÅÒ»´«Ã½mv

Pular para o conte¨²do principal

Buscar

White Paper Abril 2024

O que ¨¦ preciso para impulsionar a transi??o energ¨¦tica nos mercados emergentes

A forma como esses mercados v?o atender ¨¤s suas crescentes necessidades de energia e ¨¤s suas metas de descarboniza??o ¨¦ fundamental para o mundo atingir o carbono neutro.

Principais conclus?es

  • Os mercados emergentes e economias em desenvolvimento (EMDEs) j¨¢ geram 72% das emiss?es globais1 e sua demanda por eletricidade cresce vertiginosamente. Eles n?o s¨® devem descarbonizar os setores atuais, como devem faz¨º-lo enquanto adicionam significativamente capacidade de gera??o a partir de fontes renov¨¢veis.
  • Embora os investimentos em descarboniza??o estejam aumentando no mundo inteiro (a taxa de investimento hoje ¨¦ quase o dobro da de combust¨ªveis f¨®sseis), a maioria dos EMDEs recebe apenas uma fra??o desses investimentos. O crescimento significativo do financiamento privado no combate ¨¤s mudan?as clim¨¢ticas, que historicamente se concentra menos nesses mercados, ser¨¢ essencial para a expans?o maci?a necess¨¢ria para concretizar a transi??o energ¨¦tica.
  • Acreditamos que v¨¢rios fatores est?o criando um ponto de inflex?o para a transi??o dos EMDEs. A maioria dos governos dos EMDEs j¨¢ definiu metas de descarboniza??o e est¨¢ adotando pol¨ªticas cada vez mais vi¨¢veis e ambiciosas para alcan?¨¢-las. A viabilidade econ?mica das energias renov¨¢veis e de outras solu??es de descarboniza??o nos EMDEs continua melhorando. A demanda das empresas por energias renov¨¢veis nesses mercados est¨¢ aumentando acentuadamente, em parte alimentada pela reconfigura??o do com¨¦rcio mundial. Novas estruturas de capital est?o surgindo para melhorar o perfil de risco/retorno desses investimentos.
  • A transi??o nos EMDEs representa uma oportunidade de investimento de v¨¢rios trilh?es de d¨®lares. As energias renov¨¢veis s?o a maior e mais imediata oportunidade de acelerar a transi??o ao investir em mercados emergentes. Tamb¨¦m observamos oportunidades interessantes de apoiar a transforma??o de empresas para que zerem suas emiss?es de carbono e ampliar solu??es sustent¨¢veis, como hidrog¨ºnio verde e biocombust¨ªveis.

Introdu??o

A melhor maneira de conhecer a regi?o do parque solar Bhadla ¨¦ sobrevoando. Atrav¨¦s da janela do avi?o, sobrevoando o deserto de Thar, no noroeste da ?ndia, a larga extens?o de pain¨¦is fotovoltaicos aparece repentinamente nas dunas ondulantes, brilhando como um mar na luz do sol da tarde.

Imagem
CTF Solar Park

Seus desenvolvedores, incluindo a Brookfield, constru¨ªram o parque em quatro fases ao longo de cinco anos.2 A primeira fase come?ou antes mesmo da amplia??o da rede para receber a energia gerada, e foi financiada em grande parte pelo Climate Investment Fund, o banco multilateral de desenvolvimento fundado pelo G7 para cofinanciar projetos de redu??o de efeitos das mudan?as clim¨¢ticas.3 Por meses, a eletricidade gerada pelos pain¨¦is n?o tinha para onde ir. As frequentes tempestades de areia deixavam camadas de poeira nos pain¨¦is, reduzindo sua efici¨ºncia. Agora, uma frota de m¨¢quinas rob¨®ticas de limpeza percorre o local diariamente, o que parece ser a maior opera??o limpa-vidros da humanidade.4 

As fases posteriores conectaram Bhadla ¨¤ rede el¨¦trica e o projeto foi conclu¨ªdo no in¨ªcio de 2021. Atualmente, o Bhadla cobre 50 quil?metros quadrados5, aproximadamente o tamanho de Manhattan, e tem 2,7 gigawatts de capacidade instalada.6 Isso ¨¦ suficiente para abastecer at¨¦ 5,5 milh?es de resid¨ºncias indianas7 e eliminar cerca de 4 milh?es de toneladas de CO? por ano,8 tornando Bhadla uma das maiores instala??es solares do mundo. 

Se o tamanho de Bhadla ¨¦ dif¨ªcil de compreender, o mesmo acontece com o seguinte t¨®pico: em compara??o com os 500 gigawatts de capacidade de energia renov¨¢vel de que a na??o mais populosa do mundo precisar¨¢ at¨¦ 2030 ¡ª e os 7.400 gigawatts necess¨¢rios para cumprir sua parte nas metas globais de zerar as emiss?es l¨ªquidas de carbono at¨¦ 20709 ¡ª o Bhadla causa um impacto m¨ªnimo. 

Enquanto os pa¨ªses desenvolvidos correm contra o rel¨®gio para fazer a transi??o de combust¨ªveis f¨®sseis para fontes renov¨¢veis antes que o estoque de carbono do planeta se esgote, os mercados emergentes e em desenvolvimento t¨ºm menos tempo a perder e mais trabalho a fazer. Em compara??o com os pa¨ªses desenvolvidos, onde o consumo de eletricidade cresce devido aos esfor?os de eletrifica??o e ¨¤ expans?o dos data centers,10 a demanda de eletricidade nos EMDEs cresce cerca de tr¨ºs vezes mais devido ao seu r¨¢pido crescimento econ?mico.11 Atualmente, os EMDEs s?o respons¨¢veis por 72% das emiss?es mundiais de gases de efeito de estufa (GEE)12 (ver Imagem 1). ? necess¨¢rio aumentar a capacidade de gera??o de energias renov¨¢veis a um ritmo muito mais r¨¢pido para acompanhar o desenvolvimento desses mercados.

Imagem 1: Os mercados emergentes representam 72% das emiss?es mundiais de GEE (2022)

Imagem
Source: EDGAR Community GHG Database (a collaboration between the European Commission, JRC and IEA), 2023.

Source: EDGAR Community GHG Database (a collaboration between the European Commission, JRC and IEA), 2023.

Para garantir que os EMDEs entrem e permane?am no caminho certo, ¨¦ necess¨¢ria uma coordena??o maci?a em v¨¢rias frentes, cada uma das quais depender¨¢ de fluxos de capital sem precedentes. Nessas fases iniciais cruciais, ¨¦ necess¨¢ria a participa??o de investidores de mercados privados para catalisar outras fontes de financiamento e atrair capital, inclusive de empresas multinacionais que pretendem encontrar solu??es clim¨¢ticas para suas opera??es nos mercados emergentes e em desenvolvimento.

De acordo com a Ag¨ºncia Internacional de Energia (AIE), as economias emergentes e pa¨ªses em desenvolvimento (EMDEs), excluindo a China, precisam aumentar em seis vezes seus investimentos em energia limpa, chegando a US$ 1,6 trilh?o por ano at¨¦ o in¨ªcio da d¨¦cada de 203013 para garantir que as crescentes necessidades de energia sejam atendidas em conformidade com o Acordo de Paris. Com exce??o da China, a maioria dos mercados emergentes e pa¨ªses em desenvolvimento n?o contam com recursos p¨²blicos nem privados para financiar totalmente sua transi??o. Por padr?o, os bancos de desenvolvimento representam apenas uma parte do mix. O 14 estimou que um ter?o do financiamento precisa vir de outros pa¨ªses.
 
Embora estejam em busca de oportunidades de investimento em infraestrutura de transi??o energ¨¦tica, os investidores privados historicamente consideram que os projetos de energia renov¨¢vel e descarboniza??o nos EMDEs est?o fora do seu escopo principal. Por¨¦m, ao nosso ver, isso pode estar prestes a mudar.

Em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento ¡ª ?ndia, Brasil, Chile, Indon¨¦sia, Filipinas, Mal¨¢sia, Vietn?, Turquia, Rom¨ºnia, entre outros ¡ª uma s¨¦rie de fatores est?o permitindo que o capital privado apoie a transi??o. Tanto os mercados de capitais quanto as oportunidades de energia limpa est?o amadurecendo, oferecendo aos investidores caminhos mais claros sobre como e onde alocar seu capital. E, dado o atual desequil¨ªbrio entre o tamanho da oportunidade e o capital dispon¨ªvel para essas regi?es, acreditamos que h¨¢ um caminho igualmente claro para retornos atraentes ajustados ao risco.

Oportunidades ascendentes

A transi??o energ¨¦tica se intensificou nas ¨²ltimas duas d¨¦cadas e agora ¨¦ tratada como prioridade nas agendas dos governos. Financiamentos p¨²blicos monumentais na Europa, nos EUA e na China proporcionaram saltos cont¨ªnuos de efici¨ºncia e economia de escala, enquanto a prioridade econ?mica das energias renov¨¢veis ganhou vida pr¨®pria. O aumento da capacidade de gera??o de energia renov¨¢vel em 2023 totalizou 507 gigawatts, cerca de 50% a mais do que em 2022.15 O investimento em energia limpa aumentou 40% desde 2020, atingindo US$ 1,8 trilh?o em 2023.16

Resta saber se essas mudan?as ter?o a velocidade e a escala suficiente para evitar os efeitos mais desastrosos do aquecimento global.  

Uma preocupa??o est¨¢ cada vez mais evidente: essa meta nunca ser¨¢ alcan?ada se a fonte de 72% das emiss?es mundiais de CO2 relacionadas a energia n?o receber bem mais de 15% dos investimentos mundiais em energias renov¨¢veis e redu??o de emiss?es (ver Imagem 2).17

Imagem 2: Lacuna de investimentos em energia limpa nos mercados emergentes

(Clean Energy Investment, GDP and Population by Region)

Imagem
(Clean Energy Investment, GDP and Population by Region)

Source: IEA.

A ?ndia ¨¦ um bom exemplo das promessas e dos desafios da transi??o energ¨¦tica nos EMDEs. O pa¨ªs, terceiro maior poluidor do mundo, comprometeu-se a neutralizar suas emiss?es at¨¦ 2070. Se a ?ndia atingir essa meta, essa conquista sozinha poder¨¢ reduzir o aquecimento global em 0,2¡ãC.

No entanto, ainda hoje, 70% da eletricidade da ?ndia ¨¦ gerada por carv?o, e as energias renov¨¢veis contribuem com menos de 10% das necessidades energ¨¦ticas do pa¨ªs. Neste momento, a ?ndia tem aproximadamente 182 gigawatts de capacidade de gera??o de energia renov¨¢vel, menos de 2/100 da quantidade necess¨¢ria para atingir a meta de 2070. Esse n¨ªvel de capacidade requer um investimento de cerca de US$ 10 trilh?es at¨¦ 2070, ou US$ 214 bilh?es por ano. Isso representa 16 vezes os US$ 13 a US$ 14 bilh?es investidos por ano na transi??o da ?ndia atualmente.18  

No entanto, cada mercado emergente ¨¦ diferente. A ?ndia ¨¦ uma das economias mais desenvolvidas no espectro da transi??o e ¨¦ um destino relativamente atraente para o financiamento externo. Em pa¨ªses como a ?ndia, Brasil e Chile, estruturas pol¨ªticas com vis?o de futuro e a abund?ncia de luz solar e vento (no caso do Brasil, muita energia hidrel¨¦trica tamb¨¦m) criam mercados vibrantes para as energias renov¨¢veis. Em outros pa¨ªses, a transi??o ¨¦ mais incipiente, os desafios s?o diferentes e a lacuna entre o capital dispon¨ªvel e o montante de investimento necess¨¢rio ¨¦ maior.

N?o existe uma ¨²nica f¨®rmula ou abordagem para dimensionar as oportunidades de investimento na transi??o energ¨¦tica dos EMDEs. Cada um desses mercados tem caracter¨ªsticas diferentes que dependem do que o pa¨ªs busca alcan?ar e do estado atual de seu mix energ¨¦tico. Mas h¨¢ fatores comuns a serem considerados.

O primeiro ¨¦ o aumento do consumo de energia. A expans?o do consumo de energia nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento n?o apenas aumenta a urg¨ºncia de ampliar significativamente a capacidade de gera??o de energia no curto prazo, mas tamb¨¦m amplia a oportunidade de desenvolver projetos de energia solar e e¨®lica, considerados os frutos mais f¨¢ceis de colher da transi??o energ¨¦tica global. Isso significa que h¨¢ um potencial enorme de ampliar os investimentos em energia renov¨¢vel nestes mercados.  

O segundo ¨¦ que as energias renov¨¢veis est?o se tornando muito mais acess¨ªveis nos EMDEs. Esses mercados se beneficiam dos mesmos avan?os tecnol¨®gicos e aumentos de efici¨ºncia dos mercados desenvolvidos. Na maioria deles, ¨¦ mais barato e menos arriscado (puramente em termos de gastos de capital) financiar e implantar energias e¨®lica e solar do que aqueles provenientes de fontes de combust¨ªveis f¨®sseis (ver Imagem 3). 

Imagem 3: As energias e¨®lica e solar s?o mais baratas do que os combust¨ªveis f¨®sseis na maioria dos mercados (1? semestre de 2023)

Cheapest new generation technology to build by market

Imagem
Figure 3: Wind and Solar Power Are Cheaper Than Fossil Fuels in Most Markets (1H 2023)

O terceiro ¨¦ que os EMDEs normalmente contam com vantagens naturais para implantar energias renov¨¢veis se comparados com os mercados desenvolvidos. Os EMDEs em geral est?o em regi?es onde a radia??o ¨¦ maior, muitos em regi?es montanhosas, costeiras ou des¨¦rticas com condi??es de vento favor¨¢veis. No Brasil, por exemplo, os recursos e¨®licos em solo (onshore) s?o t?o bons quanto os mar¨ªtimos (offshore) dos EUA e da Europa, com menos da metade do custo da energia e¨®lica capturada no mar19

Outros fatores tamb¨¦m favorecem os emergentes. Conforme ilustrado no projeto Bhadla, a disponibilidade de grandes extens?es de terra n?o urbanizadas e livres de restri??es regulat¨®rias raramente ¨¦ considerado um problema. A aquisi??o e importa??o de equipamentos nesses mercados costuma ser mais barata, assim como a m?o de obra, o que reduz os custos de constru??o, opera??o e manuten??o (ver Imagem 4). 

Figura 4: Os EMDEs t¨ºm vantagens em termos de custos de opera??o e manuten??o

(Levelized Cost of Electricity for a Utility Scale Solar Plant Finalized in 2022)

Imagem
Figure 4: EMDEs Have Operation and Maintenance Cost Advantages

Source: IEA.

Somadas, essas vantagens n?o s¨® tornaram a instala??o de usinas de gera??o de energias renov¨¢veis mais barata e competitiva do que a de usinas ¨¤ base de combust¨ªveis f¨®sseis, como tamb¨¦m seus projetos s?o mais baratos que os de mercados desenvolvidos, mesmo sem o mesmo n¨ªvel de apoio governamental. As equipes de Energia Renov¨¢vel da Brookfield baseadas nos EMDEs descobriram que, em m¨¦dia, os gastos de capital (Capex) estimados para seus projetos s?o cerca de 40% menores do que os de projetos de escala equivalente nos EUA ou na Europa.  

Por outro lado, a transi??o dos mercados emergentes traz um conjunto diferente de considera??es sobre investimentos, algumas reais e outras presumidas. Mesmo assim, as oportunidades s?o t?o grandes que os investidores t¨ºm o luxo de escolher as melhores, nas quais muitos desses riscos s?o reduzidos.  

Por exemplo, em alguns desses pa¨ªses, mas n?o em todos, o estado de direito e o cumprimento de contratos podem ser menos seguros do que nos mercados desenvolvidos. O hist¨®rico das operadoras locais pode ser mais limitado e a sa¨²de financeira dos compradores de energia menos transparente. O acesso e a conex?o ¨¤ rede tamb¨¦m podem ser complicados devido a inefici¨ºncias e burocracias, e o risco regulat¨®rio, embora encontrados n?o somente nos EMDEs, pode ser maior do que nos mercados desenvolvidos.  

Adicionalmente, a repatria??o de recursos pode ser um risco para os investimentos em infraestrutura de energia renov¨¢vel, em grande parte devido aos seus longos prazos. Um dos atrativos para os investidores estrangeiros de commodities e projetos industriais tradicionais ¨¦ a possibilidade de "dolarizar" os investimentos. Isso se deve ao fato de que a produ??o ¨¦ normalmente destinada a mercados externos, permitindo que as receitas sejam geradas em d¨®lares americanos. Esse n?o ¨¦ o caso da energia renov¨¢vel, cujos principais clientes s?o resid¨ºncias e empresas dentro das fronteiras do pr¨®prio pa¨ªs.20   

Como resultado, embora os terrenos, edif¨ªcios e equipamentos relacionados a projetos de transi??o em mercados emergentes possam ser 40% mais baratos, o custo de obten??o desse capital ¡ª os retornos que o credor ou investidor m¨¦dio exige pelo seu risco ¡ª pode ser mais elevado. Por exemplo, se o custo m¨¦dio de capital (incluindo d¨ªvida e capital pr¨®prio) de um projeto solar em um mercado desenvolvido for de cerca de 5% a 6%, nos EMDEs ser¨¢ de cerca de 12% (veja a Imagem 5).

Imagem 5: Faixas de custo de capital de projetos de energia solar e armazenamento de energia (2022)

Imagem
Figure 5: The Cost of Capital Ranges for Solar and Energy Storage Projects (2022)

Source: IEA.

Apesar de o potencial de retorno ser mais alto nos EMDEs, essas oportunidades continuam cronicamente subfinanciadas. Ao mesmo tempo, esses pa¨ªses t¨ºm algumas das economias mais robustas e que mais crescem do mundo, muitas com classifica??o de investimento, estrutura regulat¨®ria favor¨¢vel, respeito comprovado pelo capital, estado de direito s¨®lido e risco geopol¨ªtico administr¨¢vel. Operadores experientes com presen?a local e disposi??o para colocar a m?o na massa podem representar mais uma margem de seguran?a.  

Dada a necessidade de constru??o de uma infraestrutura globalizada em um prazo relativamente curto, a transi??o dos EMDEs representa uma enorme oportunidade para investidores privados, especialmente agora que algumas pe?as-chave do quebra-cabe?a est?o se encaixando.  

Financiamento misto e capital catal¨ªtico

Assim como ocorre na transi??o, para abrir as comportas do capital externo necess¨¢rio para financiar os projetos de energia limpa nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, diversas medidas precisar?o ser tomadas praticamente de uma s¨® vez.  

Em setembro passado, Mark Carney, Chair da Brookfield Asset Management e Head de Investimentos em Transi??o, compartilhou suas recomenda??es para essas etapas em um discurso na c¨²pula anual do G20, presidida pela ?ndia. Mark apontou que mais governos dos EMDEs precisam adotar pol¨ªticas clim¨¢ticas cada vez mais ambiciosas para criarem um ambiente mais prop¨ªcio. S?o necess¨¢rios padr?es uniformes e dados melhores para monitorar o problema. ? preciso estabelecer mercados volunt¨¢rios de carbono a fim de acelerar os fluxos transfronteiri?os de projetos de redu??o de emiss?es nos EMDEs. Tamb¨¦m ¨¦ preciso reconhecer que os maiores investidores na transi??o dos EMDEs ¡ª os bancos de desenvolvimento ¡ª podem se esfor?ar mais para ampliar os tipos de projeto e os riscos que est?o dispostos a assumir para catalisar financiamentos privados. 

Os l¨ªderes mundiais reunidos em Nova Deli concordaram com Carney. Eles foram un?nimes em reconhecer a necessidade de rapidamente ampliar os investimentos e financiamentos de bilh?es para trilh?es de d¨®lares, principalmente nos mercados emergentes; e de se comprometer com reformas para aumentar a qualidade e a efic¨¢cia dos bancos multilaterais de desenvolvimento. Com isso em mente, o Banco Mundial criou um laborat¨®rio de investimento do setor privado para coletar informa??es sobre as diferentes formas de ampliar o financiamento privado nos EMDEs.  

Uma pe?a fundamental que passou a ser priorizada ¨¦ o financiamento misto

Nos ¨²ltimos anos, os bancos de desenvolvimento e outras institui??es p¨²blicas come?aram a se unir ¨¤s grandes corpora??es financeiras dos mercados desenvolvidos para combinar os recursos p¨²blicos e privados dispon¨ªveis para a transi??o dos EMDEs de forma mais criativa e direcionada.      

O financiamento original do Climate Investment Fund para o parque solar Bhadla ¨¦ um bom exemplo. Outro caso not¨¢vel foi a emiss?o de uma garantia de US$ 98 milh?es feita em 2022 pela Ag¨ºncia Multilateral de Garantia de Investimentos para refinanciar o parque solar Benban, no Egito, a quarta maior instala??o solar do mundo (e maior da ?frica), junto a outros financiamentos p¨²blicos e privados.21 A Just Energy Transition Partnerships (JETPs), que estreou em 2021 com um compromisso na ?frica do Sul, apresenta alian?as semelhantes que atuam de pa¨ªs em pa¨ªs.  

No final do ano passado, na 28a sess?o da Confer¨ºncia das Partes da ONU (COP28), o presidente dos Emirados ?rabes Unidos, Mohamed bin Zayed, anunciou a cria??o de um ve¨ªculo de financiamento de US$ 30 bilh?es que leva esses esfor?os a outro patamar. O ALT?RRA adota o conceito de financiamento misto conhecido como capital catal¨ªtico, concebido para dar o pontap¨¦ inicial e reunir capital privado para investimentos na transi??o dos mercados emergentes e economias em desenvolvimento.  

O conceito ¨¦ t?o simples quanto eficaz: em um acordo catal¨ªtico, o patrocinador do fundo faz um investimento significativo em um pool de capital e limita seu pr¨®prio retorno sobre esse investimento para aumentar o potencial de retorno dos outros investidores privados do fundo e reduzir o custo de capital do empreendimento. Com um potencial de retorno maior, os outros investidores t¨ºm mais interesse em colaborar com o fundo, criando um multiplicador significativo no montante de capital dispon¨ªvel para apoiar a transi??o dos mercados emergentes e pa¨ªses em desenvolvimento. Esses pools maiores, voltados especificamente para a transi??o dos mercados emergentes, far?o os investimentos que ¡ª embora atraentes do ponto de vista de risco/retorno ¡ª antes tinham dificuldades para obter capital. 

"Acreditamos que isso pode ser transformador para a transi??o energ¨¦tica dos EMDEs", diz Carney. "O mundo emergente e em desenvolvimento precisa de US$ 1 trilh?o por ano de financiamento externo nos pr¨®ximos anos para fazer a transi??o para o carbono neutro. O capital catal¨ªtico pode ajudar a suprir essa lacuna ao mobilizar investidores privados a fazer investimentos e dar escala ¨¤ transi??o em pa¨ªses que antes tinham dificuldades para atrair ambos." 

Que tipos de projetos poderiam utilizar o capital catal¨ªtico desses grupos de capital privado? 

A ?ndia ¨¦ um exemplo instrutivo. Por mais que tenha avan?ado na viabiliza??o de projetos de energia renov¨¢vel, o pa¨ªs ainda enfrenta o dilema "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?". Os desenvolvedores precisam de financiamento para garantir capacidade em leil?es estatais que concedem contratos de compra de energia renov¨¢vel de longo prazo. Ao mesmo tempo, a maioria dos financiadores exige que os desenvolvedores tenham acordos de longo prazo garantidos antes de iniciarem os projetos, mesmo para a fase inicial de desenvolvimento. Com o longo per¨ªodo de an¨¢lise legal e de licenciamento que implica uma licita??o, muitos projetos acabam atrasados em tr¨ºs ou quatro anos. 

Portanto, o uso do capital catal¨ªtico pode inverter a ordem: iniciar o projeto primeiro e fazer a licita??o para garantir os contratos mais perto da conclus?o. Essa abordagem tem algum grau de risco, pois ¨¦ preciso vender no mercado ¨¤ vista ou conseguir um contrato de curto prazo, em vez de assegurar um contrato de longo prazo de compra m¨ªnima garantida. No entanto, ela tamb¨¦m reduz drasticamente o tempo de entrega e aumenta o potencial de retorno. Desenvolvedores estabelecidos, como a Brookfield, poderiam administrar o risco de aquisi??o com contratos de curto prazo (geralmente lucrativos) e aguardar o momento certo para garantir contratos mais favor¨¢veis de longo prazo. Ao mesmo tempo, desenvolvedores poderiam fazer uma venda a prazo de ativos renov¨¢veis dois a tr¨ºs anos ap¨®s o comissionamento para contrapartes confi¨¢veis que desejassem adquirir ativos sem risco. Isso inclui um contingente crescente de clientes corporativos de alta qualidade que buscam fontes dedicadas de energia limpa para impulsionar iniciativas de friend-shoring, voltadas ¨¤ diversifica??o das cadeias de suprimento. 

Da perspectiva dos investidores, o capital catal¨ªtico ¡ª e sua capacidade de apoiar grandes pools de capital para a transi??o dos EMDEs ¡ª pode ser o fator que falta para viabilizar as op??es e aumentar o potencial de retorno. Com isso, a ?ndia ganha um novo mecanismo para acelerar os projetos de energia renov¨¢vel que a ajudar¨¢ a atingir suas metas.

As multinacionais demandam energia limpa

O apetite corporativo por energia limpa n?o est¨¢ em alta apenas na ?ndia. As multinacionais sediadas em mercados desenvolvidos t¨ºm grandes pegadas de fabrica??o e distribui??o em toda a ?sia, Europa emergente, Am¨¦rica Latina e ?frica. 

Em muitos casos, as empresas se estabeleceram d¨¦cadas atr¨¢s com o objetivo de aproveitar a m?o de obra mais barata, a proximidade dos recursos naturais e os mercados consumidores em crescimento. Agora, essas companhias t¨ºm metas globais de transi??o urgentes a alcan?ar e est?o ansiosas para fazer parcerias com grandes financiadores e operadores estabelecidos, como a Brookfield, para desenvolver a capacidade de energia renov¨¢vel em todos os seus mercados.  

Embora alguns projetos de energia renov¨¢vel usados para alimentar uma f¨¢brica possam ser constru¨ªdos nas instala??es do cliente, nem sempre ser¨¢ este o caso. Em alguns cen¨¢rios, a rede precisa receber e contabilizar a energia, para que o desenvolvedor e o cliente possam obter cr¨¦dito por ela. Por mais atraentes que sejam, os projetos dos EMDEs continuam sujeitos ¨¤s regras de din?micas de cada pa¨ªs, que os colocaram fora do escopo da maioria dos investidores privados. O capital catal¨ªtico e sua capacidade de criar grandes pools de capital focados nessas regi?es podem ajudar a resolver essa quest?o.  

Recentemente, uma grande multinacional entrou em contato conosco: depois de trabalhar com a Brookfield em v¨¢rios contratos de compra m¨ªnima garantida de longo prazo na ?ndia, a empresa queria saber se poder¨ªamos implementar o mesmo modelo em seus outros mercados, como Brasil, Chile, Indon¨¦sia e Filipinas.

Recentemente, uma grande multinacional entrou em contato conosco: depois de trabalhar com a Brookfield em v¨¢rios contratos de compra m¨ªnima garantida de longo prazo na ?ndia, a empresa queria saber se poder¨ªamos implementar o mesmo modelo em seus outros mercados, como Brasil, Chile, Indon¨¦sia e Filipinas.

Brasil e Chile: sem tempo a perder

O Brasil e o Chile s?o outros exemplos dos efeitos potencialmente transformadores do capital catal¨ªtico. Os dois est?o entre os mais avan?ados de todos os mercados de transi??o energ¨¦tica dos EMDEs. Ainda assim, at¨¦ mesmo estes pa¨ªses t¨ºm um longo caminho pela frente.  

O Chile tem aproximadamente 4,6 gigawatts de capacidade instalada de carv?o, grande parte dela nos est¨¢gios iniciais da vida ¨²til22. O governo assumiu o compromisso de descomissionar todas as usinas de carv?o nos pr¨®ximos 15 anos. A elimina??o progressiva de servi?os p¨²blicos baseados em carv?o e outros combust¨ªveis f¨®sseis ¨¦ um empreendimento extremamente intensivo em capital. Mas ele tamb¨¦m traz o potencial de retornos mais altos dados os descontos com os quais esses ativos (incluindo as tarifas de clientes) podem ser adquiridos e a necessidade cont¨ªnua (e muitas vezes o pr¨ºmio pago) de energia de combust¨ªveis f¨®sseis sob demanda para apoiar fontes limpas que dependem de condi??es clim¨¢ticas.  

Uma concession¨¢ria em nosso radar no Chile tem um plano claramente articulado para fazer a transi??o de ¨®leo combust¨ªvel pesado para energia renov¨¢vel na pr¨®xima d¨¦cada. Ela tem muitos dos elementos necess¨¢rios para o sucesso, incluindo receitas recorrentes e previs¨ªveis para apoiar o desenvolvimento das energias renov¨¢veis, exceto um: um parceiro confi¨¢vel com experi¨ºncia para executar sua transforma??o e com capital suficiente para come?¨¢-la.         

Na mesma linha, tanto o Brasil quanto o Chile t¨ºm ind¨²strias pesadas que, como em qualquer lugar, continuam dependentes de combust¨ªveis f¨®sseis para gerar as altas temperaturas necess¨¢rias para a fabrica??o de seus produtos.  

O plano do Brasil para descarbonizar seus setores de a?o e cimento ¨¦ um dos motivos pelo qual o pa¨ªs destinou regi?es de energia renov¨¢vel em grande escala para a produ??o de hidrog¨ºnio verde. A esperan?a ¨¦ que a abund?ncia de energia hidrel¨¦trica, e¨®lica e solar gerada nessas regi?es ajude a reduzir os custos de produ??o a ponto de tornar o hidrog¨ºnio verde competitivo frente ao carv?o ou o g¨¢s natural como insumo industrial.  

O Brasil e o Chile tamb¨¦m t¨ºm outro recurso para usar em seus esfor?os de descarboniza??o: a capacidade generativa de seus res¨ªduos.  

O Chile ¨¦ o terceiro maior produtor de res¨ªduos por pessoa do mundo,23 enquanto o Brasil tem alguns dos maiores aterros sanit¨¢rios do continente. Essas instala??es est?o sob crescente press?o de seus governos para capturar as milh?es de toneladas m¨¦tricas de metano e di¨®xido de carbono que liberam na atmosfera a cada ano. Avan?os recentes nas tecnologias de captura e processamento aumentaram a viabilidade de transformar esse g¨¢s em uma fonte produtiva de biocombust¨ªvel verde para uso industrial. 

Considerando os regimes de imposto sobre o carbono que est?o surgindo em todo o mundo liderados pelo Carbon Border Adjustment Mechanism da Uni?o Europeia, que em 2026 come?ar¨¢ a aplicar gradualmente impostos sobre o a?o, o cimento e outras commodities importadas, as multinacionais sediadas na regi?o poder?o cada vez mais adquirir produtos e combust¨ªveis verdes para evitar esses impostos. O capital catal¨ªtico pode estimular investimentos em tecnologias estabelecidas para que elas cres?am nesses mercados, oferecendo vantagens interessantes para os investidores.

Sudeste Asi¨¢tico: a pr¨®xima fronteira

Sudeste Asi¨¢tico ¨¦ outra importante fronteira de investimento, onde novas estruturas de capital podem ajudar a catalisar mercados em v¨¢rios pontos de seus processos de transi??o.  

Na Tail?ndia, a exist¨ºncia de uma potente ind¨²stria de energia renov¨¢vel, somada a uma ampla for?a de trabalho com experi¨ºncia em tecnologia contribu¨ªram para o aumento dos data centers com o objetivo de atender ao crescente tr¨¢fego de internet na regi?o, junto ao alto consumo de energia que esses centros trazem. Muitos desses centros est?o sendo constru¨ªdos pela Microsoft, Amazon e outras pot¨ºncias digitais globais que agora trabalham contra o rel¨®gio para cumprir seus compromissos de neutralidade de carbono.  

A Mal¨¢sia est¨¢ passando por um boom semelhante de data centers. Vizinha de Singapura, a Mal¨¢sia ¨¦ um mercado desenvolvido cuja demanda por energia renov¨¢vel contrasta diretamente com uma ¨¢rea limitada para a constru??o de parques solares e e¨®licos. Apesar dos atritos no mercado da Mal¨¢sia, Singapura se torna um mercado secund¨¢rio de primeira linha por cada megawatt extra que projetos malaios sejam capazes de produzir e transmitir. 

Do outro lado do Estreito de Cingapura, a Indon¨¦sia se beneficiaria dos mesmos potenciais demogr¨¢ficos e geogr¨¢ficos n?o fosse um dos mercados mais desafiadores para operadores e financiadores de energias renov¨¢veis na atualidade. 

Como maior exportador de carv?o do mundo e um dos maiores produtores de g¨¢s natural liquefeito do sudeste da ?sia, a Indon¨¦sia tem o setor de combust¨ªveis f¨®sseis profundamente enraizado no mix de energia dom¨¦stico do pa¨ªs. Uma ¨²nica concession¨¢ria nacional controla a autoriza??o de novos projetos, enquanto os incentivos ao consumidor se concentram, em grande parte, na redu??o dos custos de energia para o usu¨¢rio final, inclusive subsidiando a energia produzida por g¨¢s e carv?o. No ano passado, o governo se manifestou fortemente a favor da mudan?a dessa din?mica, com uma meta declarada de aumentar a participa??o das energias renov¨¢veis na gera??o total da Indon¨¦sia para 40% at¨¦ 2030. Nas pr¨®ximas fases dessa nova transi??o, vemos oportunidades para operadores experientes que podem aproveitar o conhecimento global para aplic¨¢-lo nesse mercado em crescimento. 

Tamb¨¦m vemos potencial de ganhos iniciais no setor de transportes da Indon¨¦sia. Outro desafio que o pa¨ªs enfrenta ¨¦ a grave falta de capacidade de transmiss?o para a ¨²ltima milha, ou seja, local. O transporte el¨¦trico cresceu em popularidade, mas a ado??o generalizada enfrenta um desafio ainda maior do que o de outros pa¨ªses na capacidade de carregamento ¡ª mesmo que mais esta??es sejam constru¨ªdas, ainda n?o h¨¢ como conect¨¢-las ¨¤ rede. Dessa forma, uma solu??o fundamental para a transi??o poderia ser a centraliza??o dos locais de troca de carga e bateria, como ocorre na China. Com base em nossa experi¨ºncia anterior na China, vemos isso como outra oportunidade.  

N?o se pode subestimar o impacto que investimentos em infraestrutura nesta escala possam ter em um mercado como o da Indon¨¦sia. Para uma na??o de 275 milh?es de habitantes, a Indon¨¦sia tem um n¨²mero proporcionalmente pequeno (17,1 milh?es) de carros. Contudo, tem 125 milh?es de motocicletas24, e quase todas s?o movidas a motor de combust?o interna (internal combustion engine, ICEs).25 At¨¦ para o cidad?o comum, o custo de substituir uma motocicleta a ICE por uma el¨¦trica seria vi¨¢vel, especialmente se comparado aos pre?os de um ve¨ªculo el¨¦trico. O grande obst¨¢culo ¨¦ o carregamento, problema que tamb¨¦m existia para 85 milh?es de motocicletas na China h¨¢ cerca de uma d¨¦cada. Hoje, a grande maioria das motocicletas e dos ciclomotores novos vendidos no continente ¨¦ movida a eletricidade.26

O investimento pode criar um c¨ªrculo virtuoso

Os EMDEs abrigam 85% da popula??o mundial.27 Tamb¨¦m respondem por mais da metade do consumo mundial de energia, o que deve chegar a 70% em 2050.28 Certamente, n?o existe um caminho para alcan?ar o carbono neutro que n?o passe por essas regi?es.  

Os investidores privados que empregaram capital em projetos de transi??o de mercados desenvolvidos podem perceber que o impacto de seus investimentos poderia ser ainda maior nos mercados em desenvolvimento e economias emergentes, especialmente aqueles que emitem mais carbono. O potencial de crescimento energ¨¦tico, os custos mais baixos dos insumos e as vantagens naturais que muitos desses mercados oferecem s?o atraentes.  

Com a acelera??o da demanda das empresas e o recente avan?o do financiamento misto e do capital catal¨ªtico, muitos desses obst¨¢culos est?o sendo superados. Como resultado, os investidores privados t¨ºm mais transpar¨ºncia para empregar capital nos EMDEs e as multinacionais t¨ºm mais acesso a parcerias com fornecedores globais de energia renov¨¢vel em escala nessas regi?es.  

N?o ¨¦ preciso fazer o imposs¨ªvel, por assim dizer, para diminuir a contribui??o dos EMDEs para o aquecimento dos mares e da atmosfera. Investimentos espec¨ªficos, direcionados e potencialmente lucrativos podem ter efeitos altamente catalisadores. As novas estruturas catal¨ªticas t¨ºm como objetivo criar grandes pools de capital adequadamente voltados a apoiar a transi??o. Essas estruturas fazem parte do ecossistema financeiro de combate ¨¤s mudan?as clim¨¢ticas, o que permite que os mesmos investidores que se beneficiam do capital catal¨ªtico possam contar com financiamento p¨²blico, al¨¦m de instrumentos inovadores do mercado de carbono. 

O aumento do fluxo de capital para os emergentes, somado ao emprego de uma profunda experi¨ºncia global em opera??es de energia renov¨¢vel, pode ser transformador, pois ajuda a gerenciar as din?micas que limitaram os investimentos no passado. Isso n?o apenas estimula mais projetos com a escala de Bhadla, como tamb¨¦m gera oportunidades de bons retornos ajustados ao risco.

Notas finais:

1. AIE, ¡°¡±, junho de 2023.
2. Blackridge Research, ¡°¡±, 30 de julho de 2023.¡±
3. Business Insider, ¡°¡± 22 de novembro de 2022.    
4. PR Newswire, ¡°Eccopia Expands Bhadla Park Cloud-based Robotic Cleaning Footprint with Additional 500 MWp¡±, 2 de julho de 2018.
5. Blackridge, 30 de julho de 2023.
6. Energy Digital, ¡°¡±, 30 de maio de 2023.
7. Em ¡°¡±, publicado na Wired em 15 de outubro de 2021, estimou-se que o projeto poderia abastecer 4,5 milh?es de resid¨ºncias indianas, com base na capacidade instalada na ¨¦poca de 2,25 gigawatts. Desde ent?o, os acr¨¦scimos ao parque elevaram a capacidade total instalada para 2,7 gigawatts.
8. Blackridge Research, EcoHubMap, ¡°¡±, 2024. 
9. Foreign Affairs, ¡°¡±, julho/agosto de 2023.
10. The New York Times, ¡°¡±, 14 de mar?o de 2024.
11. De acordo com a Energy Information Administration dos EUA, espera-se que a demanda global de eletricidade aumente 33% at¨¦ 2050, sendo 75% desse crescimento origin¨¢rio dos EMDEs, segundo a Ag¨ºncia Internacional de Energia (AIE). Energy Information Administration, ¡°¡±, 11 de outubro de 2023. Ag¨ºncia Internacional de Energia, ¡°¡±, maio de 2021 (p¨¢gina 39).
12. AIE, junho de 2023.
13. AIE, ¡°¡±, fevereiro de 2024.
14. Grupo de Especialistas Independentes do G20, ¡°¡±, julho de 2023.
15. AIE, ¡°¡±, janeiro de 2024.
16. AIE, ¡°¡±, fevereiro de 2024.
17.
18. Foreign Affairs, ¡°¡±, julho/agosto de 2023.
19. National Renewable Energy Laboratory, ¡°¡±, dezembro de 2022; Wind Europe, ¡°¡±, 29 de mar?o de 2019; BloombergNEF, 2.? semestre de 2023.
20. O risco cambial deve ser um pouco menor no futuro com o aparente fim do superciclo de fortalecimento do d¨®lar. Dito isso, a necessidade de estrat¨¦gias robustas de hedge cambial ¨¦ outro fator que pode aumentar o custo de capital dos projetos de transi??o dos EMDEs.
21. Afrik 21, ¡°¡±, 5 de julho de 2022.
22. Energy Partnership Chile-Alemania, ¡°¡±, junho de 2021.
23. Sensoneo, ¡°¡±, 8 de novembro de 2023.
24. .
25. The Jakarta Post, ¡°¡±, 27 de fevereiro de 2023.
26. De acordo com o ¨²ltimo relat¨®rio da , estimou-se que os consumidores chineses comprariam mais de 40 milh?es de ve¨ªculos el¨¦tricos de duas rodas em 2022. Isso se compara aos 6,16 milh?es de unidades movidas a gasolina compradas no mesmo ano, de acordo com um preparado para a Ag¨ºncia de Com¨¦rcio Italiana.
27. (¨²ltima modifica??o em janeiro de 2024).
28. Exxon Mobile, ¡°¡±, 8 de janeiro de 2024.

Divulga??es

Este conte¨²do e as informa??es contidas aqui destinam-se exclusivamente a fins educacionais e informativos e n?o constituem e n?o devem ser interpretados como uma oferta para vender ou uma solicita??o de uma oferta para comprar quaisquer t¨ªtulos ou instrumentos financeiros relacionados. Este texto discute tend¨ºncias amplas de mercado, ramo ou setor, ou outras condi??es gerais econ?micas ou de mercado. Ele n?o tem como objetivo fornecer uma vis?o geral dos termos aplic¨¢veis a quaisquer produtos promovidos pela Brookfield Asset Management Ltd. e suas afiliadas (juntas: "Brookfield").

Este texto cont¨¦m informa??es e coment¨¢rios com base na data indicada e tais informa??es e coment¨¢rios est?o sujeitas a altera??es sem aviso pr¨¦vio. Algumas das informa??es fornecidas neste documento foram preparadas com base em pesquisas internas da Brookfield, e certas informa??es s?o baseadas em v¨¢rias suposi??es feitas pela Brookfield, e qualquer uma das quais pode se provar incorreta. A Brookfield pode n?o ter verificado (e se isenta de qualquer obriga??o de verificar) a exatid?o e integridade de qualquer informa??o inclu¨ªda aqui, inclusive informa??es que tenham sido fornecidas por terceiros, e voc¨º n?o pode se assegurar de que a Brookfield tenha conferido tais informa??es. As informa??es fornecidas aqui refletem as perspectivas e cren?as da Brookfield.

Os investidores devem falar com seus consultores antes de fazer um investimento em qualquer fundo ou programa, incluindo um fundo ou programa promovido pela Brookfield.

Key Sections